
"Ando a percorrer há 2 anos a Costa Vicentina - um abraço infinito de planicies e montanhas verdes, de noites luminosas e alvoradas nunca iguais. E cada dia que passa me sinto mais dependente desta sensação de leveza e liberdade que só os espaços vazios podem transmitir; cada dia me sinto mais distante das emoções irrisórias que entretêm o quotidiano dos homens nas cidades. Creio que a todos nós chega pelo menos uma vez na vida, a disponibilidade para a solidão para o despojamento do marinheiro que passou demasiados anos no mar. A todos nós toca uma vez na vida navegar. A costa vicentina é o meu alto-mar"